domingo, 28 de setembro de 2008

Roubada


Na sexta-feira, toquei em uma festinha na casa de um amigo no Lago Sul. A idéia da festa, até onde sei, foi de outro brother. Quatro DJs rock'n roll, nada poderia dar errado. Ou não. Ninguém contava com a chuva e com o público do convescote. O agüaceiro de momentos antes da balada tirou a vontade de muita gente de sair. E, os que foram, parece que não gostavam de rock. Eu ouvi até um "toca Asa", a popular banda de axé Asa de Águia. Ouvi também "ah, eu deveria ter ido para o pagode, essa música não dá para dançar". Bom, dane-se. Valeu pelo convite, toquei minha seqüência para a galera que curte rock e coloquei o papo em dia com alguns amigos. No caminho, indo embora - não era nem 2h30 - mudei de idéia e me mandei para a Landscape, mesmo estando de plantão, para ver Ed, Zeca e Montana tocarem.

Ah, minha seqüência foi essa aqui:

1- Killers - Somebody told me
2- Kaiser Chiefs - Everyday I love you less and less
3- Metric - Dead disco
4- Rapture - Whoo alright!
5- Bloc Party - Banquet
6- Kings of Leon - Molly's chambers
7- Strokes - Last nite
8- Vampire Weekend - A-punk
9- Talking Heads - Psycho killer
10- Supergrass - Alright
11- Backbeat Band - Please mr. postman
12- Blur - Song 2
13- Peter Bjorn & John - Young folks
14- Franz Ferdinand - Fire
15- The Rakes - 22 grand job
16- Red Hot Chili Peppers - Suck my kiss
17- Silversun Pickups - Well thought out twinkles

Obs.: eu sei que o Leandro vai me chamar de estrelinha, hehe. Mas enfim, acontece. Tens crédito velho - especialmente depois da Pool party -, é só chamar que tô lá com a mochila cheia de discos. Só não mais na QI 23, 7, 7, ok?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Metal é a lei?



O mau-humor tava grande depois de só ter dormido três horas. Se foi isso, não contei. A insônia da madrugada de segunda-feira foi braba. Acordei, voltei a dormir, olhei no relógio e tava atrasado demais. Deixo a cafeteira trabalhando enquanto tomo banho e me arrumo. Termino tudo e coloco o iPod em volume máximo no ouvido. Ao invés do shuffle de sempre, decido colocar Tenacious D para tocar.

Além da descoberta de que a banda do Jack Black e do Kyle Gass é capaz de transformar o humor mais cinzento em tranqüilidade, como eu disse no Plurk, comecei a relacionar cinema e música por causa de uma determinada música: The metal. Tenacious D é quase uma banda fictícia. Eles brincam com os clichês do heavy metal ao mesmo tempo que homenageam seus ídolos.

É como assistir Shaun of the dead, que aqui no Brasil recebeu o tosco título de Todo mundo quase morto. A sátira é altamente respeitosa, coisa que só um fã faria. Na hora, foi impossível não relacionar com a brincadeira do Hermes e Renato, que criaram o Massacration. Tá, eles também são fãs de heavy metal, tanto que a banda tem feito shows pelo país inteiro, os caras sabem tocar e mostram conhecimento.

Mas enquanto o Tenacious D diz que você não pode matar o metal, Massacration apela para os clichês de não usar bermuda. Se um é Shaun of the dead, o outro é Todo mundo em pânico. Enquanto um usa piadas mais sofisticadas, o outro apela para o riso fácil. Cada um na sua, ambos têm espaço. E com seu prazo de validade também.

Planet earth is blue and there's nothing I can do



Do http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro:

"Nesta quarta-feira à noite, a banda americana Offspring disse 'sim' sobre sua escalação no próximo festival Planeta Terra, que acontece no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, em São Paulo. Eu achava que era a organização do Terra que estava com a decisão, mas a confirmação veio, mesmo, da banda. Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano tem sua relevância no rock e faz um show divertido. Mas o fato é que seu ingresso no line-up do PT, obviamente no Main Stage, pode prestar um bom serviço para o Indie Stage, o palco dois.

É que com a entrada do Offspring no palcão pode empurrar a ótima banda inglesa Bloc Party para um show mais, hum, intimista no palco indie. O palco principal deve ser composto por Jesus & Mary Chain, Offspring, Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães, Curumin e outros. O palco indie deve ter, assim, Breeders, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Foals, aparentemente. Vamos aguardar. Mas esse palco indie está ficando de dar inveja ao… ao… Reading Festival."

O meu ingresso tá na mão desde a semana passada. Passagens aéreas compradas, pouso definido e folga negociada no trampo. Tudo certo para esse que deve ser um dos melhores festivais de rock a rolar no Brasil nos últimos tempos. Por enquanto, similar na escalação só o TIM Festival de 2005. Aquele fim de semana fantástico em SP mereceu um texto aqui ó.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

The evil of the thriller

É, tava ficando feio já. Mal criei um novo blog e ele fica um bom tempo cheio de teias de aranha, sem novos posts para dar um pouco de movimento à página. Mas, ao ler um texto da minha querida orientadora na UFSC, a Regina, fiquei com vontade de fazer o mesmo. O retorno veio no estilo Rob Flemming, com mais uma listinha para a galera discutir. Desta vez, filmes de terror.

Quem me conhece sabe que eu adoro o gênero, desde os psicológicos até os de zumbis, passando pelos B e sobrenaturais. Então veja bem: essa listinha não tem nada de objetiva. São apenas pensamentos e sensações ao ver as fitas. Ah, também não vai ter ordem, eles estão aqui aleatoriamente formando meu top 5 (afinal, as listas de Rob Flemming tem apenas cinco itens).

5- O massacre da serra elétrica
(The Texas chainsaw massacre, 1974. Direção: Tobe Hopper)
Ele começa com a produção do filme avisando que a história é real e que teria acontecido anos antes nos EUA. Claro, depois de assistir, você sabe que tudo aquilo ali é ficção, baseado muito de leve na história do Ed Gain, serial killer norte-americano do início do século passado. O massacre da serra elétrica é o grande filme do sub-gênero slasher, aquele em que um assassino sai matando todos que vê pela frente da maneira mais sádica possível.

4- A noite dos mortos-vivos
(Night of the living dead, 1968. Diretor: George A. Romero
O grande mérito do Romero é ter conseguido com essa singela fita formar um outro sub-gênero dos filmes de terror: o de zumbis. A pretensão inicial era bem menor: o que ele queria mesmo era fazer um libelo contra o preconceito usando mortos-vivos. De Resident evil a Extermínio, passando por Zombie strippers e Boy eats girl, nenhum deles existiria se não fosse por Romero. É um dos filmes que eu deixo no topo da prateleira, volta e meia pego para assistir. Indispensável.

3- O bebê de Rosemary
(Rosemary's baby, 1968. Diretor: Roman Polasnki)
Obra-prima do terror psicológico. Não vemos nada, não ouvimos nada. Mas o roteiro, os closes, as sombras e a crescente loucura da personagem principal fazem o clima do filme aumentar a cada minuto. Polanski acertou na mão. E ainda, no fim, deixa uma mensagem que já virou chavão: amor de mãe supera tudo. Mesmo que a criança seja filho do coisa ruim.

2- O iluminado
(The shining, 1980. Diretor: Stanley Kubrick)
A Regina escreveu bem: ele é uma obra muito mais kubriquiana do que kinguiana. As diferenças entre filme e livro se acentuam a partir da metade de cada um. É como se Kubrick e Stephen King tivessem pego bifurcações que os levassem cada vez mais longe um do outro. Para mim, claro, o cineasta entrou na estrada certa. Ele mostra Jack Torrance cada vez mais como vítima do seu meio, enlouquecendo pela pressão de estar isolado no Overlook Hotel em pleno inverno. A cena que eu mais gosto é a de Nicholson arrombando a porta do quarto com o machado, enquanto grita as frases do lobo mau para os três porquinhos e termina com o "here's Johnny".

1- A profecia
(The omen, 1976. Diretor: Richard Donner)
MEDO. Esse é o filme mais assustador de todos os tempos. O que dizer do menino, quase sem falas e que assusta todo mundo. A cena final, depois da dúvida de quem morre, é de arrepiar. Já perdi as contas de quantas vezes vi a fita. Mesmo assim, toda vez levo sustos e mais sustos. O que Donner fez está além das palavras.

sábado, 19 de julho de 2008

It's all part of the plan



Sério, fazia tempo que eu não saía do cinema angustiado, pensando nas cenas, nas frases, nos momentos de tensão, de ação, de drama de um filme. E isso aconteceu ontem, quando fui assistir Batman - O cavaleiro das trevas. Simplesmente um das melhores - se não for a melhor - adaptação de história em quadrinhos de todos os tempos. As interpretações, a fotografia, a edição, a trilha sonora, está tudo fantástico. O roteiro é razoavelmente fiel à história do Homem Morcego - bebendo muito na fonte de Batman Ano 1. Fiel como um filme de Hollywood pode ser. Não vou escrever mais porque a probabilidade de rolar um spoiler aqui é grande. Fica aqui a dica: corram para o cinema mais próximo, vale a pena.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Aniversário







Conto com todos lá! Música boa é que não vai faltar!






domingo, 29 de junho de 2008

Comanda 083

Acabou que nem todos estavam lá. Zé e Pedro não apareceram, cada um com seus motivos. Metal, Marnie, Serginho e Ricardo não conseguiram entrar. Então éramos eu, Ronaldo, Luiza, Bode Velho, Marcilds e Thiago aproveitando a última noite que teríamos na Landscape. Casa lotada para ver a rapaziada da Indiecent e o convidado especial Bezzi. O que mais comentávamos era o que faríamos a partir do próximo fim de semana. Onde iríamos para beber, dançar e ouvir rock'n roll?

A Landscape sempre foi o nosso Central Perk (copyright Zé). O lugar onde nos encontrávamos para, antes de tudo, colocar o papo em dia. A quantidade de conversas bagaceiras, desabafos, tirações de sarro e até brigas não está no gibi. Por isso, havia uma certa melancolia no ar na última noite. Brasília é pródiga para o rock alternativo. Ainda mais para pessoas chatas como nós, que mais reclamamos do que elogiamos. Gate's é pop demais, Galleria é trash demais. Nunca ficamos satisfeitos.

Casa lotada na noite de ontem. Na fila, o que mais se falava era sobre o fechamento da Lands. Sobrou até para o Arruda e o decreto que limitou o funcionamento dos bares por causa do barulho. Durante a festa, ouviu-se algumas vezes um coro de "Bosco, Bosco". Primeiro na hora que o Lago Norte ficou sem luz por alguns minutos. Depois, na hora que a festa foi interrompida para o sorteio de um iPod Shuffle.

Vieram três números antes de sortearem a comanda 083. Justamente a minha, que a única rifa que ganhei foi uma toalha do Fisk quando fazia inglês lá. Claro que eu fiquei surpreso. A noite, que já estava divertida, ficou mais legal ainda. A música, durante toda festa, não foi lá essas coisas. Aposto que o repertório na Joselito tava bem melhor. Mas isso foi um detalhe. O importante era pagar a última comanda na Landscape.

sábado, 28 de junho de 2008

Crianças, isso é só o fim

Júpiter Maçã e Wander Wildner me ensinaram que um lugar para ser do caralho tem que ter gente legal, um som legal e cerveja barata. Em Florianópolis, tínhamos o Bar do Franck, em frente à Lagoa da Conceição e toda a beleza natural da Ilha de Santa Catarina. Wander, por sinal, tomou um banho de lagoa em uma madrugada de agosto de um ano que não lembro após seu primeiro show na capital dos catarinenses. Um delegado odiava tanto o lugar - "que só tinha gente feia", segundo ele - que não descansou enquanto não fechou o bar. Conseguiu.

Em São Paulo, eu, Dilson e Upiara vivíamos no Matrix, birosca rock'n roll na Vila Madelena. Lugar escuro, um clima meio ZL, mas tava valendo. Sempre tocava as coisas que a gente gostava de ouvir, as meninas eram interessantes e tinha boa cerveja a um preço honesto. O Matrix não acabou, só não é mais o mesmo. A última vez que fui lá, em agosto do ano passado, tive medo. O som continuava o mesmo, rolando todas as canções que nós gostamos. Só que as pessoas não eram mais as mesmas. Era uma balada de mano mala. Fiquei triste, nunca mais voltarei.

Não sei por quê mas não consigo me lembrar a primeira vez que fui à Landscape. Recordo da segunda. Era uma festa da turma que viria a me acolher no meio do cerrado: Bode Velho, Ronaldo e Thiago comandando as carrapetas. Casa vazia até sei lá que horas. Eu subo para o mezanino e fico lá colocando o papo em dia com a Flávia, que teve uma passagem meteórica por Brasília. Quando descemos, a pista bombava ao som do melhor rock'n roll. Foi paixão à primeira vista.

Gradualmente a Landscape virou a minha segunda casa. Ainda mais depois que eu me mudei para o fim da Asa Norte, e fiquei a cinco minutos do lugar. Nem que fosse lá só para reclamar das músicas, não descer para a pista, ficar bebendo cerveja e jogando papo fora. Fiquei amigo do Bosco, da Carmen, do Clodoaldo, de todos que fizeram a birosca andar e transformar o underground brasiliense. Foram três anos fantásticos, o maior tempo que uma boate rock'n roll durou na capital, segundo o Bode.

Por mais que fosse ao Matrix quase todo fim de semana, e tivesse presenciado vários shows no Bar do Franck, nenhum deles se compara à Landscape. Combinação perfeita entre pessoas, som e bebidas. O verdadeiro lugar do caralho. Ontem, Bode Velho manda um e-mail dizendo que o Bosco decidiu fechar o lugar e que a última festa acontecerá hoje, com o povo da Indiecent e o Bezzi (sim, o cara da música do CSS). Não vou aqui discutir os motivos, cada um sabe o que faz, mas me senti um tanto órfão.

Toda a turma estará lá hoje para se despedir da Landscape. Será uma noite que ninguém quer que acabe. Depois, a partir de domingo, estaremos todos perdidos nas noites sujas de Brasília. E que o deus metal nos proteja.

E agora?

"Comunicado Landscape Pub
encerramento das atividades

Viemos comunicar que o projeto Landscape Bar, posteriormente Landscape Pub encerra suas atividades a partir deste final de semana. Estamos aqui pedindo desculpas primeiramente aos produtores que tinham suas festas agendadas, mas contamos com a sua compreensão e a de todo o público que fiel e guerreiro sempre apoiou os eventos realizados naquele local; Que hoje conta com o documento oficial de funcionamento (alvará), essa é uma luta de todos nós da cena alternativa a vontade de se ter um espaço que lutou ardúamente noites e dias pela a permanencia deste. Uma vez mais fica aqui o agradecimento aos produtores e público pela a iniciativa pioneira de união em prol da música inteligente. Contaremos com a festa de despedida contida nos sites: www.landscapepub.com.br ou www.indiecentmusic.comBrasília, sexta-feira 27 de junho de 2008.

Bosco
"

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Imagem é tudo?

"Não consigo me lembrar. Quem é ele? Oh, ele frequentou a mesma escola de Artes que eu. Changes, talvez. É isso aí. Nunca fui grande fã, não. É tudo pose. Sempre a fodida pose. Não tem nada a ver com música. E ele sabe disso. Não me lembro de mais nenhuma música dele que tenha feito meu cabelo arrepiar."

Keith Richards, na última edição da revista Uncut, especial David Bowie, ao citar uma grande música do cantor. O cara pode até ter cheirado as cinzas do pai, mas continua tendo a manha. E dá para relacionar com tudo que acontece na música hoje: o importante é parecer, e não ser.