sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Wake up
Enfim, esse pequeno nariz de cera só para dizer que eu fiz mais um, não resisti ao saudosismo. O mais engraçado é que ele veio no Facebook. É, eu também estou nessa rede social (assim como no Orkut, no Plurk, no Flickr, no Fotolog, no My Space, no Multiply e até no LastFM). Yeah, I'm a big fat nerd. Voltando ao que interessa, esse teste veio em espanhol, foi a Cris que mandou. E a pergunta era interessante: que tipo de banda indie eu sou?
Respondi as perguntas com seriedade, apesar de não entender muito o espanhol colocado nas perguntas e nas opções. Até que gostei do resultado: eu sou o Arcade Fire! A primeira coisa que eu fiz foi pegar o primeiro disco da banda, Funeral, e colocar para tocar no som. Já é mais de duas da manhã e eu deveria estar dormindo há um tempo, mas o calor brasiliense não deixa.
Nisso, foi inevitável lembrar do TIM Festival de 2005. Até hoje, o melhor festival que eu fui. Aquele ano teve um componente muito especial: duas das minhas bandas prediletas da safra 2000 - Strokes e Kings of Leon, nessa ordem - iam tocar na minha frente. Mas antes de chegar neles, eu tinha que passar por Mundo Livre, MIA e Arcade Fire. Tem um texto sobre o fim de semana em questão no meu antigo blog. É só clicar aqui.
Como sempre, eu estava em São Paulo para assistir o festival. Comigo a trupe de ufsquianos que tomou de assalto o mercado jornalístico paulistano. Todos esperavam o Strokes, tinham uma certa expectativa pelo Kings of Leon e acabava aí. Depois de Mundo Livre e MIA, todos nós fomos surpreendidos por oito loucos no palco, se revezando nos instrumentos e correndo, pulando, subindo, descendo de qualquer lugar disponível.
Eu sou chato para shows. Tenho a tendência de não gostar quando não conheço muito. Ou então não fazer questão de acompanhar. Esse dia foi diferente. Eu conhecia apenas uma música do Arcade Fire, Wake up. Foi com ela que os canadenses abriram a participação no TIM de São Paulo. Lembro bem das impressões que a banda me causou: espanto, assombro, curiosidade, êxtase. É, e isso tudo apenas em uma hora e conhecendo uma única canção...
Claro que quando voltei a Brasília minha primeira providência foi comprar o "Funeral". Mas, por mais que eu tenha boas lembranças desse dia e goste do disco, não me conformo com a descrição que o teste me deu: "Usted es una persona muy vulnerable. Sus estados de ánimo suelen variar desde lo más depresivo a una felicidad incomparable. La muerte le es cercana, pero no le teme. Le gusta el drama, le preocupan los problemas sociales y hay veces en que lo mejor es estar solo. 'Despierta'."
Metade verdade, metade falso. Às vezes eu penso ser feito de gelo de tanto que chamam de blasé. Então não confere o transtorno bipolar (hahaha). Que eu não temo a morte, isso é verdadeiro. Assim como sou até um pouco insensível quando ela acontece por perto. Drama? Não, odeio fazer e presenciar drama, tenho ojeriza momentânea de quem faz. Ah, deixa pra lá.
Tudo isso para dizer que eu lembrei do show fantástico do Arcade Fire em 2005, um dos melhores que eu fui na vida, por causa de um teste besta de internet. Como viaja o pensamento, caramba...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Planet earth is blue and there's nothing I can do

Do http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro:
"Nesta quarta-feira à noite, a banda americana Offspring disse 'sim' sobre sua escalação no próximo festival Planeta Terra, que acontece no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, em São Paulo. Eu achava que era a organização do Terra que estava com a decisão, mas a confirmação veio, mesmo, da banda. Embora já tenha “passado” de ser uma atração superimportante, o grupo punk californiano tem sua relevância no rock e faz um show divertido. Mas o fato é que seu ingresso no line-up do PT, obviamente no Main Stage, pode prestar um bom serviço para o Indie Stage, o palco dois.
É que com a entrada do Offspring no palcão pode empurrar a ótima banda inglesa Bloc Party para um show mais, hum, intimista no palco indie. O palco principal deve ser composto por Jesus & Mary Chain, Offspring, Kaiser Chiefs, Mallu Magalhães, Curumin e outros. O palco indie deve ter, assim, Breeders, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Foals, aparentemente. Vamos aguardar. Mas esse palco indie está ficando de dar inveja ao… ao… Reading Festival."
O meu ingresso tá na mão desde a semana passada. Passagens aéreas compradas, pouso definido e folga negociada no trampo. Tudo certo para esse que deve ser um dos melhores festivais de rock a rolar no Brasil nos últimos tempos. Por enquanto, similar na escalação só o TIM Festival de 2005. Aquele fim de semana fantástico em SP mereceu um texto aqui ó.
