Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Until it sleeps
Tudo fechado e quase tudo desligado, só a luz da tela do lap top ilumina o quarto e faz sombra na parede. Já passou e muito da hora de ir dormir. Saco, mais um dia de insônia, mais um dia se arrastando no trabalho. Não sei mais o que ver/ler/ouvir. Digito meu nome no Google. Me surpreendo com a quantidade de páginas ctrl c ctrl v por aí. É, uma vez na internet o conteúdo se eterniza. Crio gosto pela brincadeira. Fico digitando nomes aleatórios, até que chego numa história envolvendo acordar para tomar banho, a música do gato durante o dia e a chuva pela janela do prédio. Engraçado, sounds very familiar. Não, não tem nada a ver. A não ser que eu fosse amigo do dr. Emmett Brown. Não, não é o caso. Aí eu tenho que concordar com o Cazuza: eu vejo o futuro repetir o passado. Mesmo com personagens totalmente diferentes. Ainda bem que não tinha final. Assim, posso escrever o meu mesmo, sem chuva nem gato no meio.
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Communist party 6

Mais uma listinha com as sequências que eu fiz na festinha de ontem na Landscape. A Communist party 6 superou todas as expectativas. Eu, Bode e Ronaldo achávamos que não iria dar ninguém, que seria um fracasso retumbante. Mas foi justamente o contrário. A foto que o Ronaldo tirou da pista prova isso. Como reza a tradição, aqui vão as músicas que eu toquei. Lembrando que ficou ao meu cargo o especial Strokes:
1º sequência:
1- She Wants Revenge - Tear you apart
2- Franz Ferdinand - Ulysses
3- Hot Hot Heat - Talk to me, dance with me
4- The Dandy Warhols - Bohemian like you
5- Strokes - Hard to explain
6- Strokes - What ever happened
7- Strokes - You only live once
8- Killers - Mr. Brightside
9- Kaiser Chiefs - I predict a riot
10- George Baker - Little green bag
11- Dick Dale - Misrilou
12- Eletric Six - Gay bar
13- Ramones - I wanna be sedated
14- Guns'n Roses - Sweet child o' mine
2ª sequência
1- Strokes - Last nite
2- MGMT - Kids
3- Ting Tings - Great dj
4- Hot Chip - Ready to the floor
5- Mika - Grace Kelly
6- 5,6,7,8's - Woo hoo
7- Velvet Underground - Who loves the sun
8- Beatles - Help
9- Strokes - Reptilia
10- Racounters - Steady, as she goes
11- Fat Boy Slim - Praise you
12- Michael Jackson - Billie Jean
13- James Brown x Prince - Sex kiss machine
14- Outkast - Hey ya
15- George Michael - Freedom
16- Madonna - Give it 2 me
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Goodbye Ruby Tuesday

É fato que a sorte é preciso tirar pra ter. Talvez nunca tenha pensado tanto nisso quanto nos últimos tempos. A viagem corrida, as poucas horas de sono, ver o Avaí campeão, ficar dias sem voz por causa dos gritos no estádio. Nem precisa dizer que sim, eu chorei antes e depois. Mailer dizia que machões não choram. Mas quem liga para isso esses dias? Eu que não.
Já perdi as contas de quantas vezes ouvi que isso é uma obsessão, que eu estava "tirando onda" ou que eu sou o único fora da ilha de Santa Catarina a ter essa paixão. Não estou sozinho, agora eu sei! Ver o dia amanhecer azul nas ruas e no céu foi uma sensação que eu já tinha esquecido como era. So lovely, it feels so right.
Só que chegou a segunda-feira. O sol ainda nem aparecia atrás do Cambirela e eu já estava na estrada. Na estrada para o aeroporto. Como um Harvey Dent atormentado, deu vontade de jogar a moeda para cima e esperar pela decisão dela. Mas aí, dias depois, chega o Mick e começa a cantar no meu ouvido:
"So if you're down on your luck, I know you all sympathize. Find a girl with far away eyes"
Voltamos à sorte. Diz Amarante, faz Dent, canta Mick. E eu continuo me perguntando se 2009 continuará tão divertido como está até agora. Acho que no sábado, 18h30, terei uma ideia.
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Sequência
Sábado teve festinha para comemorar o aniversário de um brother e mais quatro amigos dele. Público bem diferente daquele que eu costumo tocar. Landscape é meio jogo ganho né, a gente já sabe o que dá certo e o que dá errado na maioria das vezes. Nesse convescote, Bode Velho e Leandro Galvão me antecederam nas pick-ups. Cada um no seu metier, acabou comigo a missão de agradar o público feminino presente à festa. Como se isso fosse um grande sacrifício... Deixei claro que não tocaria funk nem axé, mas que rolariam algumas baixarias. Olhando os dois sets, de 45 minutos cada, acho que dava até para rolar uma Landscape. A primeira ficou bem mais pop, rolou até Britney e Justin Timberlake. A segunda, já no fim da festa, foi bem rock clássico, com três exceções no meio.
1ª sequência:
Katy Perry - Hot 'n cold
Elvis x JXL - A little less conversation
James Brown x Prince - Sex kiss machine
Madonna - Hung up
Michael Jackson - Thriller
Amy Winehouse - Rehab
Britney Spears - Toxic
Justin Timberlake - Sexyback
Cake - I will survive
Killers - Mr. Brightside
MGMT - Kids
The Ting Tings - Great dj
2ª sequência
Johnny Cash - Folsom prison blues (live)
Beach Boys - Wouldn't it be nice
Beatles - Yellow submarine
Rolling Stones - Satisfaction
Jackson 5 - I want you back
Teenage Fanclub - Like a virgin
Michael Jackson - Billie Jean
The Wonders - That thing you do
Kiss - Rock'n roll all nite
AC/DC - Jailbreak
Creedance Clearwater Revival - Fortunate son
Bill Medley - (I've had) The time of my life
1ª sequência:
Katy Perry - Hot 'n cold
Elvis x JXL - A little less conversation
James Brown x Prince - Sex kiss machine
Madonna - Hung up
Michael Jackson - Thriller
Amy Winehouse - Rehab
Britney Spears - Toxic
Justin Timberlake - Sexyback
Cake - I will survive
Killers - Mr. Brightside
MGMT - Kids
The Ting Tings - Great dj
2ª sequência
Johnny Cash - Folsom prison blues (live)
Beach Boys - Wouldn't it be nice
Beatles - Yellow submarine
Rolling Stones - Satisfaction
Jackson 5 - I want you back
Teenage Fanclub - Like a virgin
Michael Jackson - Billie Jean
The Wonders - That thing you do
Kiss - Rock'n roll all nite
AC/DC - Jailbreak
Creedance Clearwater Revival - Fortunate son
Bill Medley - (I've had) The time of my life
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Rob Flemming/Gordon
Depois de um bom tempo, voltei a ter ideias para atualizar o blog. É engraçado, mas parece que a gente é movido por razões obscuras. Desta vez, um fim de semana ilhado em casa, sem poder sair por conta de uma gripe que seria pior caso não ficasse de quarentena. Aí, na madruagada de domingo, enquanto tomava banho, comecei a matutar sobre um novo top 5, um que serviria para tirar as teias de aranha impregnadas por aqui e que aliasse minhas duas grandes paixões artísticas: cinema e música. O desafio era fugir do senso comum, mas sem deixar de lado todas as coisas que eu gosto. Acabei formulando cinco melhores cenas embaladas por música. O nome é grande, eu sei. Só que é simples... são aquelas cenas que sem a música não funcionariam. Neste quesito, ninguém bate Tarantino. Como sempre, farei em ordem alfabética, pelo nome do filme.
1- Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller's day off, 1986)
Beatles - Twist and shout
A cena, pra mim, é a mais determinante no filme, a que faz valer o título em português. Lá está Ferris Bueller, o rapaz que inventou a maior artimanha para matar um dia de aula com a namorada e o melhor amigo, em cima de um carro alegórico na parada do German American Appreciation Day. Não dá para esquecer o pai dele dançando no escritório, a turma fazendo a coerografia de Thriller, do Michael Jackson... Enfim, a cena simboliza toda a festa daquele dia em que Ferris decidiu matar aula! Foi por causa do filme que eu comecei a gostar de Beatles, que eu fazia minha irmã ligar para a rádio Atlântida, lá em Florianópolis, pedindo que tocassem Twist and shout, música que Ferris canta em cima do carro. Apesar de ouvi-la repetidamente por anos e anos e anos, até hoje não enjoei. Já tive várias fases da banda, mas taí uma canção que eu não deixo de lado. Ah, pra mim, Curtindo a vida adoidado é um dos melhores filmes de adolescentes de todos os tempos (hum, mais uma ideia para um top 5).
2- Matrix (The Matrix, 1999)
Rage Against The Machine - Wake up
Sim, eu sou fã incondicional do que o Bode Velho afirma ser o filme mais superestimado de todos os tempos. Eu gosto de todas as coisas envolvendo Matrix, da pseudo filosofia aos efeitos especiais então revolucionários (olha o bullet time aí). O casamento aqui é diferente. A música funciona como uma extensão da última cena. Lá está Neo numa ligação, dizendo que vai fazer de tudo para acabar com a Matrix. Quando ele sai da cabine telefônica, os primeiros acordes furiosos de Wake up estouram os ouvidos mais incautos. A música tem o mesmo objetivo que Neo. Quer que as pessoas acordem, que elas tenham mais consciência no dia a dia. Final perfeito para um dos melhores filmes dos anos 1990.
3- À prova de morte (Death proof, 2007)
The Coasters - Down in Mexico
Nenhum cineasta contemporâneo tem a mesma capacidade que Quentin Tarantino para encontrar pérolas esquecidas da música no mundo, colocar em seus filmes e transformar as trilhas sonoras em objetos cult. Ou até mesmo reviver e colocar no mainstream gente que nunca esteve lá, como Dick Dale após Pulp fiction. Tarantino já disse que um dos seus passatempos é ficar mexendo na sua coleção de vinis, procurando canções que entrem nas suas fitas. Além de ele conseguir fazer essas descobertas, ainda tem o grande mérito de trabalha-las como parte fundamental no roteiro. É aqui que se encaixa a música do The Coasters. Sinceramente, nunca tinha ouvido falar deles até assistir a magnífica cena da lap dance de Vanessa Ferlito. Tudo se encaixa muito bem. A dança, as reações de Kurt Russell, os olhares dos espectadores no bar, a ideia que isso só poderia acontecer em um filme B... Só Tarantino poderia inventar uma cena desse tipo, sensual e engraçada ao mesmo tempo.
4- Pulp fiction - tempo de violência (Pulp fiction, 1994)
Chuck Berry - You never can tell
Taí a cena que entrou para o imaginário pop nos anos 1990. A coreografia que até hoje as pessoas repetem quando ouvem Misrilou, do Dick Dale, nas festinhas rock'n roll espalhadas pelo país. A direção que fez John Travolta dançar novamente após quase 15 anos - algo que não era a disco music dos anos 1970, por sinal. Segundo filme diriido por Tarantino, ele colocou a barra lá em cima, fazendo os fãs esperarem que em todos os filmes dele existam cenas que a música seja essencial. Sem Mia Wallace e Vincent Vega participando do concurso do Jack Rabbitt, não existiria a lap dance de À prova de morte. Além disso, muito gente por essas bandas não conheceria gente como Dick Dale, Dusty Springfield e outras pérolas presentes na trilha de Pulp fiction.
5- Watchmen (Watchmen, 2009)
Bob Dylan - The times they are a-changing

Eu poderia abrir uma exceção e colocar a sequencia inicial de créditos de Watchmen em primeiro lugar, largar um pouco a ordem alfabética... Afinal de contas, Zack Snyder ampliou o que já tinha feito em Madrugada dos mortos e chegou a cinco minutos de pura perfeição. Tudo se encaixa. Nesse pequeno tempo, ele consegue contar a história dos primeiros Minutemen, dizer como eles acabaram, fazer ligações para o futuro e contar trechos da biografia de um dos herois nesse curto espaço de tempo. Sem esquecer na música de fundo, que, além de casar perfeitamente com o que filme quer dizer, está lá nas páginas do quadrinho. The times they are a-changing é uma das minhas músicas prediletas de Bob Dylan. Ao ver a cena, fiquei arrepiado. Por mais que Watchmen seja elogiado - pra mim é um filme nota 8 -, repleto de cenas interessantes e muito bem feitas, aponto a sequencia inicial de créditos como a melhor de todas. De novo, tudo se encaixa.
1- Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller's day off, 1986)
Beatles - Twist and shout
A cena, pra mim, é a mais determinante no filme, a que faz valer o título em português. Lá está Ferris Bueller, o rapaz que inventou a maior artimanha para matar um dia de aula com a namorada e o melhor amigo, em cima de um carro alegórico na parada do German American Appreciation Day. Não dá para esquecer o pai dele dançando no escritório, a turma fazendo a coerografia de Thriller, do Michael Jackson... Enfim, a cena simboliza toda a festa daquele dia em que Ferris decidiu matar aula! Foi por causa do filme que eu comecei a gostar de Beatles, que eu fazia minha irmã ligar para a rádio Atlântida, lá em Florianópolis, pedindo que tocassem Twist and shout, música que Ferris canta em cima do carro. Apesar de ouvi-la repetidamente por anos e anos e anos, até hoje não enjoei. Já tive várias fases da banda, mas taí uma canção que eu não deixo de lado. Ah, pra mim, Curtindo a vida adoidado é um dos melhores filmes de adolescentes de todos os tempos (hum, mais uma ideia para um top 5).
2- Matrix (The Matrix, 1999)
Rage Against The Machine - Wake up
Sim, eu sou fã incondicional do que o Bode Velho afirma ser o filme mais superestimado de todos os tempos. Eu gosto de todas as coisas envolvendo Matrix, da pseudo filosofia aos efeitos especiais então revolucionários (olha o bullet time aí). O casamento aqui é diferente. A música funciona como uma extensão da última cena. Lá está Neo numa ligação, dizendo que vai fazer de tudo para acabar com a Matrix. Quando ele sai da cabine telefônica, os primeiros acordes furiosos de Wake up estouram os ouvidos mais incautos. A música tem o mesmo objetivo que Neo. Quer que as pessoas acordem, que elas tenham mais consciência no dia a dia. Final perfeito para um dos melhores filmes dos anos 1990.
3- À prova de morte (Death proof, 2007)
The Coasters - Down in Mexico
Nenhum cineasta contemporâneo tem a mesma capacidade que Quentin Tarantino para encontrar pérolas esquecidas da música no mundo, colocar em seus filmes e transformar as trilhas sonoras em objetos cult. Ou até mesmo reviver e colocar no mainstream gente que nunca esteve lá, como Dick Dale após Pulp fiction. Tarantino já disse que um dos seus passatempos é ficar mexendo na sua coleção de vinis, procurando canções que entrem nas suas fitas. Além de ele conseguir fazer essas descobertas, ainda tem o grande mérito de trabalha-las como parte fundamental no roteiro. É aqui que se encaixa a música do The Coasters. Sinceramente, nunca tinha ouvido falar deles até assistir a magnífica cena da lap dance de Vanessa Ferlito. Tudo se encaixa muito bem. A dança, as reações de Kurt Russell, os olhares dos espectadores no bar, a ideia que isso só poderia acontecer em um filme B... Só Tarantino poderia inventar uma cena desse tipo, sensual e engraçada ao mesmo tempo.
4- Pulp fiction - tempo de violência (Pulp fiction, 1994)
Chuck Berry - You never can tell
Taí a cena que entrou para o imaginário pop nos anos 1990. A coreografia que até hoje as pessoas repetem quando ouvem Misrilou, do Dick Dale, nas festinhas rock'n roll espalhadas pelo país. A direção que fez John Travolta dançar novamente após quase 15 anos - algo que não era a disco music dos anos 1970, por sinal. Segundo filme diriido por Tarantino, ele colocou a barra lá em cima, fazendo os fãs esperarem que em todos os filmes dele existam cenas que a música seja essencial. Sem Mia Wallace e Vincent Vega participando do concurso do Jack Rabbitt, não existiria a lap dance de À prova de morte. Além disso, muito gente por essas bandas não conheceria gente como Dick Dale, Dusty Springfield e outras pérolas presentes na trilha de Pulp fiction.
5- Watchmen (Watchmen, 2009)
Bob Dylan - The times they are a-changing
Eu poderia abrir uma exceção e colocar a sequencia inicial de créditos de Watchmen em primeiro lugar, largar um pouco a ordem alfabética... Afinal de contas, Zack Snyder ampliou o que já tinha feito em Madrugada dos mortos e chegou a cinco minutos de pura perfeição. Tudo se encaixa. Nesse pequeno tempo, ele consegue contar a história dos primeiros Minutemen, dizer como eles acabaram, fazer ligações para o futuro e contar trechos da biografia de um dos herois nesse curto espaço de tempo. Sem esquecer na música de fundo, que, além de casar perfeitamente com o que filme quer dizer, está lá nas páginas do quadrinho. The times they are a-changing é uma das minhas músicas prediletas de Bob Dylan. Ao ver a cena, fiquei arrepiado. Por mais que Watchmen seja elogiado - pra mim é um filme nota 8 -, repleto de cenas interessantes e muito bem feitas, aponto a sequencia inicial de créditos como a melhor de todas. De novo, tudo se encaixa.
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009
É com você, Rob Flemming
Ainda há pouco estava na fila do drive thru do Mc Donald's, depois de uma noite cheia de nãos e com nenhum sim. O vento passava forte, anunciando a chuva de quase todo santo dia nessa época do ano no planalto central. Realmente demorou para poder fazer meu pedido. Sem nada para fazer além de esperar, viajei longe e longe. Lembrei do vento suli de Florianópolis, e como gosto do frio que faz por lá. Não sei como recordei da cobrança para fazer mais top 5 por aqui. Não apareciam há um tempo no blog desde um que surgiu no Plurk. O motivo era simples: falta de inspiração. Até que ela veio. E, como da última vez, será um extremamente subjetivo. O tema: top 5 canções melancólicas/tristes. Ordem alfabética, ok crianças?
1- Aerosmith - Dream on
Aerosmith (1973)
Nos tempos de colégio, eu simplesmente odiava Machado de Assis. É difícil demais ler um cara com a complexidade dele quando você tem 15 anos. Hoje, é um dos meus escritores brasileiros prediletos. Na mesma época que eu odiava Machado, eu não parava de ouvir Aerosmith. A explicação: estava numa fase hard rock. E os clipes com Alicia Silverstone bombando na MTV também ajudavam. Agora eu passo longe; era um gosto altamente juvenil. Entretanto, algumas músicas me impressionam até hoje. Dream on é a que tem o efeito mais duradouro. Ela tem um clima pesado, muito por causa das notas no piano tocadas por Steven Tyler. Sua letra é de uma melancolia por tudo que já aconteceu, pela idade que vem chegando e está clara no espelho. Mesmo assim, ele não quer deixar de sonhar até que tudo se concretize. Repete várias vezes "dream on, dream on" como se fosse um mantra, uma tentativa de espantar a melancolia, a dor e a tristeza do começo. E ele falha.
2- Amy Winehouse - Back to black
Back to black (2006)
Sim, Amy é doidona, bebe todas, usa o que quer, apronta na hora que bem entende e se livra numa boa. Mas isso não impede a filha de um humilde taxista inglês de realmente sentir suas dores, especialmente a de perder o amor da vida para outra pessoa. Tá certo que eles não se davam muito bem assim não. Ele gostava de pó e ela de maconha. Nesse momento, até surge uma certa resignição que talvez o amor não fosse suficiente. Mas esse pensamento só dura um pequeno momento. Ela volta ao luto logo logo. A despedida não foi do jeito que queria, só com palavras. E ela ainda morreu 100 vezes por causa da separação. O clipe consegue ser ainda mais melancólico, com todo aquele climão de um enterro pomposo numa tarde chuvosa.
3- Blind Melon - No rain
Blind melon (1993)
"Ah, eu adoro o clipe da abelinha!" Muita gente gosta, acha bonitinho, uma coisa meio Pequena miss sunshine mais de 10 anos antes. A menina sapateia, chora, é consolada pelos doidões da vida, as cores brilham nos olhos e fica tudo bem, certo? Não. A vida nem sempre é assim, nem sempre tem final feliz. Só quem olho pela janela e se perguntou o motivo de a chuva ainda não ter aparecido é que sabe das coisas. Como pode ser digno alguém que só sorri, certo? No rain é o perfeito contraste entre melodia e letra. Uma te deixa com vontade de deixar, jogar os braços para os lados feito criança, pular, rir. A outra te dá um murro no queixo e te derruba.
4- Gogol Bordello - Alcohol
Super taranta! (2007)
O punk cigano agradece ao álcool por tudo que aconteceu na vida. Chega até a pedir desculpas por aqueles que te dão a fama ruim. "And I'm sorry some of us given you bad name. Yeah o yeah, cause without you nothing is the same." Tem mesmo que dizer mais alguma coisa? Quando ouço, parece que estou num fim de festa, onde o dotadão levou todas as mulheres e só restou a cerveja quente com gosto de mijo.
5- Johnny Cash - Hurt
American IV - the man comes around (2002)
Imagine um viciado dizendo que quer se machucar só para sentir alguma coisa. Agora, pense em Johnny Cash, ele mesmo um viciado, transformando a música do Nine Inch Nails em um petardo para depressivos nunca mais voltarem. Assim é Hurt, magnifíca versão que Cash regravou no melhor disco da série American. Depressiva como alguém que vê a vida acabar da pior maneira possível.
Esse post tava perdido há quase dois meses no sistema do blogspot. Achei que agora seria um bom momento para retomá-lo.
1- Aerosmith - Dream on
Aerosmith (1973)
Nos tempos de colégio, eu simplesmente odiava Machado de Assis. É difícil demais ler um cara com a complexidade dele quando você tem 15 anos. Hoje, é um dos meus escritores brasileiros prediletos. Na mesma época que eu odiava Machado, eu não parava de ouvir Aerosmith. A explicação: estava numa fase hard rock. E os clipes com Alicia Silverstone bombando na MTV também ajudavam. Agora eu passo longe; era um gosto altamente juvenil. Entretanto, algumas músicas me impressionam até hoje. Dream on é a que tem o efeito mais duradouro. Ela tem um clima pesado, muito por causa das notas no piano tocadas por Steven Tyler. Sua letra é de uma melancolia por tudo que já aconteceu, pela idade que vem chegando e está clara no espelho. Mesmo assim, ele não quer deixar de sonhar até que tudo se concretize. Repete várias vezes "dream on, dream on" como se fosse um mantra, uma tentativa de espantar a melancolia, a dor e a tristeza do começo. E ele falha.
2- Amy Winehouse - Back to black
Back to black (2006)
Sim, Amy é doidona, bebe todas, usa o que quer, apronta na hora que bem entende e se livra numa boa. Mas isso não impede a filha de um humilde taxista inglês de realmente sentir suas dores, especialmente a de perder o amor da vida para outra pessoa. Tá certo que eles não se davam muito bem assim não. Ele gostava de pó e ela de maconha. Nesse momento, até surge uma certa resignição que talvez o amor não fosse suficiente. Mas esse pensamento só dura um pequeno momento. Ela volta ao luto logo logo. A despedida não foi do jeito que queria, só com palavras. E ela ainda morreu 100 vezes por causa da separação. O clipe consegue ser ainda mais melancólico, com todo aquele climão de um enterro pomposo numa tarde chuvosa.
3- Blind Melon - No rain
Blind melon (1993)
"Ah, eu adoro o clipe da abelinha!" Muita gente gosta, acha bonitinho, uma coisa meio Pequena miss sunshine mais de 10 anos antes. A menina sapateia, chora, é consolada pelos doidões da vida, as cores brilham nos olhos e fica tudo bem, certo? Não. A vida nem sempre é assim, nem sempre tem final feliz. Só quem olho pela janela e se perguntou o motivo de a chuva ainda não ter aparecido é que sabe das coisas. Como pode ser digno alguém que só sorri, certo? No rain é o perfeito contraste entre melodia e letra. Uma te deixa com vontade de deixar, jogar os braços para os lados feito criança, pular, rir. A outra te dá um murro no queixo e te derruba.
4- Gogol Bordello - Alcohol
Super taranta! (2007)
O punk cigano agradece ao álcool por tudo que aconteceu na vida. Chega até a pedir desculpas por aqueles que te dão a fama ruim. "And I'm sorry some of us given you bad name. Yeah o yeah, cause without you nothing is the same." Tem mesmo que dizer mais alguma coisa? Quando ouço, parece que estou num fim de festa, onde o dotadão levou todas as mulheres e só restou a cerveja quente com gosto de mijo.
5- Johnny Cash - Hurt
American IV - the man comes around (2002)
Imagine um viciado dizendo que quer se machucar só para sentir alguma coisa. Agora, pense em Johnny Cash, ele mesmo um viciado, transformando a música do Nine Inch Nails em um petardo para depressivos nunca mais voltarem. Assim é Hurt, magnifíca versão que Cash regravou no melhor disco da série American. Depressiva como alguém que vê a vida acabar da pior maneira possível.
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Frases soltas na madrugada
- Eu odeio jornalistas, mas gosto de você, disse ela após eu fazer um comentário maldoso sobre uma figurinha carimbada no meio rock. Com doses de vodca e energético na cabeça, não respondi, apenas ri e deixei pra lá. Afinal, eu também tenho meus momentos de ódio com jornalistas.
- Cara, o que você tem de artístico, fora o jornalismo?, outra me perguntou. Poxa, acho que nada. Pra começar, minha profissão não é arte, não é ciência, não é história... Lembrei da música e dos tempos que pegava forte nas baquetas inspirado em Lars Ulrich. Aí duas coisas se seguiram. Pensei quando comentei que pessoas sem talento estudavam administração e... será que usar palavras para machucar é uma arte? Tem horas que eu acho que é.
- Take advantage of the season to take off your overcoat, canta o ex-hermano. É engraçado, Amarante é Amarante até em inglês. Ouço o disco no iTunes enquanto escrevo e, subitamente, o sono vem. Tá certo que as frestas da persiana estão mais claras do que deveriam, mas acho que pelo menos uns minutos com Morfeu eu mereço.
- Não me misturo, eu escrevi. Isso anos depois de "não nos misturamos com cursos inferiores". Aí ouço que ofendi a honra de pessoas só por não pretender fazer a social com pessoas que não têm o mesmos interesses que eu. Saca Rob Flemming? Mas se for importante, para mim ou amigos, estarei lá. Então vejo num blog a definição perfeita: "Senso de humor não é rir ou não de uma coisa. É entender que alguma coisa é uma piada, ela te fazendo rir ou não". Foi nesse momento que lembrei da frase do Zé. - Ela (es) não entendeu (eram).
- Cara, o que você tem de artístico, fora o jornalismo?, outra me perguntou. Poxa, acho que nada. Pra começar, minha profissão não é arte, não é ciência, não é história... Lembrei da música e dos tempos que pegava forte nas baquetas inspirado em Lars Ulrich. Aí duas coisas se seguiram. Pensei quando comentei que pessoas sem talento estudavam administração e... será que usar palavras para machucar é uma arte? Tem horas que eu acho que é.
- Take advantage of the season to take off your overcoat, canta o ex-hermano. É engraçado, Amarante é Amarante até em inglês. Ouço o disco no iTunes enquanto escrevo e, subitamente, o sono vem. Tá certo que as frestas da persiana estão mais claras do que deveriam, mas acho que pelo menos uns minutos com Morfeu eu mereço.
- Não me misturo, eu escrevi. Isso anos depois de "não nos misturamos com cursos inferiores". Aí ouço que ofendi a honra de pessoas só por não pretender fazer a social com pessoas que não têm o mesmos interesses que eu. Saca Rob Flemming? Mas se for importante, para mim ou amigos, estarei lá. Então vejo num blog a definição perfeita: "Senso de humor não é rir ou não de uma coisa. É entender que alguma coisa é uma piada, ela te fazendo rir ou não". Foi nesse momento que lembrei da frase do Zé. - Ela (es) não entendeu (eram).
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Seis coisas aleatórias sobre mim
O Upiara passou o desafio, cretino. Tá lá no blog dele desde 28 de janeiro. E ele ainda teve que chamar minha atenção para a corrente bloguística (blogueira?). Acho que, por conta do novo passatempo, perdi muito do interesse que tinha por blogs. Só uma noite insone mesmo para resolver ler todos os favoritos e tirar a poeira dos cantos do meu espaço. Enquanto a máquina enxágua algumas roupas, vamos lá. O desafio é listar seis coisas aleatórias sobre minha vida. Não sou muito bom nisso, mas pensei em algumas coisas.
1- Quando entrei na escola, aos seis anos, eu chorava o tempo inteiro e ficava na janela esperando meu pai ou minha mãe aparecer. Não por saudade deles ou de casa, mas sim porque queria brincar com meus amigos da rua e não aqueles do colégio;
2- Por algum tempo, tive bateria e costumava tocar por aí. Tive três bandas, cada uma seguindo uma linha de rock. A que mais refletia o tempo em que eu vivia foi a Sickness. Ela durou menos de dois meses no verão de 1996. Para terem uma ideia, tínhamos 11 músicas do Nirvana no repertório. E nossa única música própria parecia tirada de um disco do Silverchair;
3- Hoje eu digo que minha profissão me define. Mas até fazer vestibular eu não sabia o que queria da vida. Na verdade, eu só tive certeza que queria ser jornalista ao entrar na faculdade, com 19 anos. Isso depois de três anos tentando passar no vestibular;
4- Aprecio muito a solidão. E agora, morando em uma casa com alguns confortos, sair para o mundo exterior tá cada vez mais difícil. Para piorar, ainda fecharam a Landscape, o meu Cheers. Quando quero contato, entro no carro, vou ao supermercado ou em qualquer lugar 24 horas que fico satisfeito;
5- Sempre fui torcedor do Avaí, sendo sócio por muitos anos. Mas, desde que saí de Florianópolis, em 2004, fiquei mais fanático. Um amigo diz que isso é uma obsessão. E eu não discordo dele;
6- Saí de Florianópolis por conta da profissão. Fui morar em São Paulo por escolha e logo depois cheguei a Brasília por vias tortas. E, por causa dessas vias tortas, achei a cidade que quero morar para o resto da vida.
Bom, agora tenho que passar isso à frente. Então foram escolhidos Ainá, Ana Clara, Daniel, Felipe, Leandro e Ronaldo.
1- Quando entrei na escola, aos seis anos, eu chorava o tempo inteiro e ficava na janela esperando meu pai ou minha mãe aparecer. Não por saudade deles ou de casa, mas sim porque queria brincar com meus amigos da rua e não aqueles do colégio;
2- Por algum tempo, tive bateria e costumava tocar por aí. Tive três bandas, cada uma seguindo uma linha de rock. A que mais refletia o tempo em que eu vivia foi a Sickness. Ela durou menos de dois meses no verão de 1996. Para terem uma ideia, tínhamos 11 músicas do Nirvana no repertório. E nossa única música própria parecia tirada de um disco do Silverchair;
3- Hoje eu digo que minha profissão me define. Mas até fazer vestibular eu não sabia o que queria da vida. Na verdade, eu só tive certeza que queria ser jornalista ao entrar na faculdade, com 19 anos. Isso depois de três anos tentando passar no vestibular;
4- Aprecio muito a solidão. E agora, morando em uma casa com alguns confortos, sair para o mundo exterior tá cada vez mais difícil. Para piorar, ainda fecharam a Landscape, o meu Cheers. Quando quero contato, entro no carro, vou ao supermercado ou em qualquer lugar 24 horas que fico satisfeito;
5- Sempre fui torcedor do Avaí, sendo sócio por muitos anos. Mas, desde que saí de Florianópolis, em 2004, fiquei mais fanático. Um amigo diz que isso é uma obsessão. E eu não discordo dele;
6- Saí de Florianópolis por conta da profissão. Fui morar em São Paulo por escolha e logo depois cheguei a Brasília por vias tortas. E, por causa dessas vias tortas, achei a cidade que quero morar para o resto da vida.
Bom, agora tenho que passar isso à frente. Então foram escolhidos Ainá, Ana Clara, Daniel, Felipe, Leandro e Ronaldo.
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
É bola pra frente, é só coração
"Hahahah, paixão é isso." Foi assim que o Upiara reagiu quando eu disse que tinha acabado de comprar o pay-per-view do campeonato catarinense de 2009 para poder assistir aos jogos do Avaí aqui em Brasília. Como era um pacote, veio junto também o campeonato paulista - mais divertido que os outros estaduais - e a Série A do Brasileirão. Tinha a opção, pelo mesmo preço, de levar a Série B. Poderia secar os broncolenses sem gastar um tostão. Mas, como o próprio Upiara apontou, chega de segunda divisão.
O Pedro diz que isso é uma obsessão. Também, eu mostrei as compras de Florianópolis - mascote, camisa comemorativa e espumante. É paixão e obsessão. E estar a 1,7 mil km de distância só piora as coisas. Pena que rádio na internet tem delay. Caso não, ficaria ligado na CBN Diário enquanto assistia o jogo do Leão. Como lembra o filósofo Jagger, "you can't always get what you want".
O Pedro diz que isso é uma obsessão. Também, eu mostrei as compras de Florianópolis - mascote, camisa comemorativa e espumante. É paixão e obsessão. E estar a 1,7 mil km de distância só piora as coisas. Pena que rádio na internet tem delay. Caso não, ficaria ligado na CBN Diário enquanto assistia o jogo do Leão. Como lembra o filósofo Jagger, "you can't always get what you want".
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Festa comunista
Na última sexta-feira (9) rolou a Communist party 5. Foi bem legal, com muita gente - superou o público da quarta edição da festa. Apesar da animação de estar em cima do palco comandando as carrapetas, e de estar completamente concentrado nisso, consegui anotar minhas duas sequências. Parece fácil, mas a gente sempre acaba esquecendo porque a mente voa quando comanda as CDJs... Ah, vocês verão um grande número de músicas do Franz Ferdinand. Não é que eu gosto tanto da banda que toco várias na mesma noite. é porque eu fiquei com um especial do FF, enquanto Bode Velho mandou no New Order e o Ronaldo no Weezer. Nada de muitas novidades, basicamente o que rolou no ano 2000 já consolidado.
Primeira sequência:
Kaiser Chiefs - Everyday I love you less and less
Bloc Party - Banquet
Artic Monkeys - Teddy Picker
Franz Ferdinand - This fire
Datarock - Fa-fa-fa
Killers - Mr Brightside
Strokes - Last nite
Franz Ferdinand - Dark of the matinee
Hot Hot Heat - Talk to me, dance with me
Linkin Park' x Britney Spears - Toxic faint (mashup)
Rapture - Whoo alright!
The Pipettes - Your kisses are wasted on me
Amy Winehouse - Rehab
Cansei de Ser Sexy - Superafim
Segunda sequência
Ramones - I wanna be sedated
Backbeat Band - Money
The Stooges - I wanna be your dog
Kings of Leon - Molly's chambers
Strokes - Juicebox
Ting Tings - Great dj
Franz Ferdinand - Do you want to
Franz Ferdinand - Take me out
James Brown x Prince - Sex kiss machine (mashup)
House of Pain - Jump around
The Pipettes - Pull shapes
Franz Ferdinand - Darts of pleasure
Racounters - Steady, as she goes
White Stripes - Seven nation army
Stone Temple Pilots - Big bang baby
She Wants Revenge - Tear you apart
Primeira sequência:
Kaiser Chiefs - Everyday I love you less and less
Bloc Party - Banquet
Artic Monkeys - Teddy Picker
Franz Ferdinand - This fire
Datarock - Fa-fa-fa
Killers - Mr Brightside
Strokes - Last nite
Franz Ferdinand - Dark of the matinee
Hot Hot Heat - Talk to me, dance with me
Linkin Park' x Britney Spears - Toxic faint (mashup)
Rapture - Whoo alright!
The Pipettes - Your kisses are wasted on me
Amy Winehouse - Rehab
Cansei de Ser Sexy - Superafim
Segunda sequência
Ramones - I wanna be sedated
Backbeat Band - Money
The Stooges - I wanna be your dog
Kings of Leon - Molly's chambers
Strokes - Juicebox
Ting Tings - Great dj
Franz Ferdinand - Do you want to
Franz Ferdinand - Take me out
James Brown x Prince - Sex kiss machine (mashup)
House of Pain - Jump around
The Pipettes - Pull shapes
Franz Ferdinand - Darts of pleasure
Racounters - Steady, as she goes
White Stripes - Seven nation army
Stone Temple Pilots - Big bang baby
She Wants Revenge - Tear you apart
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