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sábado, 25 de agosto de 2012

Atualizando as séries

Esses dias um camarada me perguntou quantas séries eu assistia. Para falar a verdade, eu não lembrava do número exato. Chutei que eram 25. Claro que nem todas rolam ao mesmo tempo. Agora mesmo são poucas que estão sendo transmitidas nos EUA. A grande maioria só começa entre setembro e outubro. Então dá para conciliar com o resto da vida - trabalho, filmes, livros, discos, Avaí, festinhas. Tempo há, é preciso planejamento.

De qualquer maneira, o chute no número era mais pelo fato de algumas séries que eu assistia terem sido canceladas quando fiz a lista pela primeira vez, no começo do ano. Umas por desempenho insatisfatório na audiência, como Alcatraz e Unforgettable, outras por decisão dos próprios produtores, como House e The closer. Aí, ao fazer as contas, fiquei surpreso ao ver que a lista aumentou! Mesmo com os cancelamentos, o número de séries passou de 27 para 29. Enquanto cinco saíram do ar, comecei a assistir outras sete, como Suburgatory (foto). Eita...

Vamos à lista:

Baixando
Alcatraz 
Anger management
Body of proof
The closer
Dexter
Hell on wheels
Homeland
House of lies
The killing 
Major crimes
The middle 
Modern family
New girl
The newsroom
The office
Pan Am
Parks and recreation
Person of interest
Perception
Rizzoli & Isles
Suburgatory
Two and a half men

Unforgettable
True blood
 
The walking dead

Comprando os DVDs:
Bones
Boardwalk empire
Breaking bad
Californication
House
Mad men
The Big Bang theory
30 rock
Weeds

segunda-feira, 12 de março de 2012

Terror dos bons

American horror story realmente vale a pena ser vista. Pense em algo baseado em Poltergeist com pitadas de Cemitério maldito, A profecia, O bebê de Rosemary e mais uma série de outros clássicos do terror. Tudo isso com a magnífica perfomance de Jessica Lange e de um bom elenco. Apesar de um primeiro episódio confuso, com roteiro atirando para tudo quanto é lado, é bom continuar. Junto com Homeland, são os dois grandes seriados de 2011.

Óbvio que os enredos são completamente diferentes. Enquanto um tem no suspense e terror seu mote, o outro usa a contemporaneidade dos conflitos terroristas como linha de história. No entanto, em comum, roteiros bem construídos e atuações femininas muito boas. Em AHS, Jessica Lange realmente dá um banho como Constance Langdon. Em Homeland, Claire Danes está espetacular como agente da CIA que sofre de transtorno bipolar.

Nestas horas que a gente vê como faz a diferença ter "atores de verdade" numa série com um pouco mais de liberdade. É claro que, na escala de "o céu é o limite" para roteiros, a Showtime, que produz Homeland, está bem à frente do FX, canal onde passa AHS. Já escrevi aqui, porém, que a série tratada como uma versão feminina de 24 horas parece padecer do mal de outros programas: ter um enredo suficientemente bom para apenas uma temporada.

Para quem não viu AHS e pretende assistir, cuidado com spoilers. Achei interessante a ideia dos produtores em não manter a casa assombrada em Los Angeles como cenário da série. Também é uma boa acabar com boa parte dos personagens, mantendo uns poucos dos que se destacaram. Se tem uma coisa que 24 horas ensinou é que quase todos são dispensáveis. Deixa a família para lá, todos morreram e ficaram felizes assim. As intrigas dentro do casarão não atrairiam a atenção de muita gente. Que venha a segunda temporada. E viva o terror!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TV party tonight

Quase todo dia é dia de festa na tv, na verdade. Antes da internet virar o que virou, éramos reféns das boas produções chegarem aos canais abertos e fechados do país. Agora, horas depois de eles serem transmitidos nos EUA, os seriados já estão disponíveis para baixar nos torrents da vida. Aí começa a ler sobre um episódio aqui, outro acolá, quando se vê a pessoa está acompanhando um monte de programas diferentes.

Para um metódico como eu, é claro que haveria uma divisão entre os seriados. Se eu assisto regularmente, é porque eu gosto, mesmo sem entender os motivos. Tipo Rizzoli & Isles, série policial com pitadas de comédia da TNT. Todo episódio eu termino com um dafuq, sem conseguir explicar a mim mesmo porque eu vi aqueles 46 minutos e, ainda por cima, gostei. Como escrevi abaixo, em outras eu chego a fazer um exercício mental para saber se vai dar certo ou não. É o caso de Homeland.

Então, a tal divisão... eu classifico as séries em duas, aquelas para baixar e aquelas para comprar o DVD e assistir depois. A grande maioria está na primeira categoria, que é subdivida em duas. A maior parte dos seriados eu baixo em formato do Real Player, propício para assistir no computador. É o caso da já citada Rizzoli & Isles, e de outras como The closer (cujas primeiras quatro temporadas comprei em DVD) e comédias como Modern family, Parks and recreation e Two and a half men.

Aí tem a outra subcategoria: as que eu baixo em alta resolução, por torrent, para assistir na televisão. Normalmente são séries mais elaboradas, transmitidas nos EUA por canais fechados como Showtime e HBO. É o caso de Dexter, Homeland, True blood e The walking dead. Mais uma se juntou à lista: é a recém lançada Alcatraz, que parece ser interessante.

A segunda categoria é, como já disse, das séries que eu compro o DVD. Antes até fazia isso com mais frequência, mas a demora de os lançamentos chegarem no Brasil irrita, o que acaba te levando a baixar. Mesmo assim, mantive o hábito com algumas séries como House, Bones e Californication. Ainda preciso comprar as últimas de The Big Bang theory e 30 rock. Outras, como The closer e The office eu parei de comprar e comecei a baixar, não teve jeito...

Vamos à lista:

Assistindo no computador:
Body of proof
Hell on wheels
Modern family
New girl
The office
Pan Am
Parks and recreation
Rizzoli & Isles
The closer
Two and a half men
The middle
Unforgettable

Assistindo na televisão:
Alcatraz
Dexter
Homeland
House of lies
Person of interest
The killing
True blood
The walking dead

Comprando os DVDs:
Bones
Californication
House
Mad men
The Big Bang theory
30 rock
Weeds

No total, são 27 séries. Talvez tenha esquecido uma outra, mas o grosso é isso aí. Aí da-lhe metodologia para, além de ver tudo isso, ter tempo para trabalhar, ler e se divertir com outras coisas!

\o/

Este post foi atualizado em 10/02 para mudanças na ordem da lista (Person of interest saiu do Real Player para a televisão) e House of lies entrou para a mesma lista. Mad men, que vi mais episódios, também é outra novidade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Trama de uma temporada


O vício em séries é tão grande que, de uns tempos para cá, eu costumo fazer um exercício mental para tentar advinhar se um programa vai vingar ou não. A partir da trama apresentada no primeiro episódio, gosto de imaginar suas ramificações, o que pode crescer, o que pode ser dispensado. Uma coisa eu descobri: quanto mais geral for o plot, melhor. Se ele couber em uma linha, a probabilidade de a série vingar é grande.

Normalmente, tramas muito elaboradas sofrem para ter continuação. Muitas vezes o que poderia render um ótimo filme ou uma minissérie é alongado para 12, 14, 20 episódios. Depois, os roteristas se viram nos 30 tentando imaginar soluções para uma trama mal concebida. Como alguém, por exemplo, nunca imaginou que Prison break não tinha fôlego para mais de uma temporada decente? (Pô, irmão vai preso para salvar irmão já preso a fugir...)

Outro exemplo foi a célebre Twin Peaks. Quem não lembra da famosa pergunta "quem matou Laura Palmer". Ao fim da primeira temporada, o telespectador já tinha a resposta, assim como o agente do FBI Dale Cooper. Por conta do sucesso, David Lynch e sua turma decidiram produzir uma segunda temporada, com 22 episódios. Era melhor ter ficado com os oito iniciais.

Bom, essa introdução foi necessária por conta da série que acabei de assistir a primeira temporada. Vencedora do Globo de Ouro de melhor série de drama, Homeland é bem interessante. Quase como uma versão feminina de 24 horas. Só que, aqui, a personagem Carrie Mathison (Claire Danes, espetacular no papel) é uma analista de campo, trata com informações, sem ser "operacional" como era Jack Bauer.

O pano de fundo é o mesmo: terrorismo. Enquanto Jack tinha 24 horas para resolver determinada situação - o que sempre acontecia depois de um enorme rastro de sangue ter ficado para trás -, Carrie encuca com um sargento fuzileiro naval que é encontrado após oito anos desaparecido no Iraque. A frase da propaganda entrega: "The nation sees a hero. She sees a threat" (A nação vê um herói, ela vê uma ameaça).

Antes de entrar mais na série, já adianto que vão rolar spoilers aqui. Se não assistiu ainda e não quer saber, vá para outra página. :)

Voltando, desde o começo fiquei com o plot martelando na cabeça. Da frase, pode-se tirar algumas possibilidades. A primeira é a mocinha, depois de muita dificuldade, sangue, suor e lágrimas conseguir comprovar sua tese e desmascarar o agora terrorista. A segunda é o inverso: o convertido é bem sucedido no ataque e a agente da CIA perde tudo. Optou-se por um misto. Apesar de o atentado planejado não funcionar, ele continua na sua missão.

Porém, a personagem de Claire Danes (de novo, sensacional, Globo de Ouro de melhor atriz mais que merecido) tem tantas perdas que fica difícil imaginar uma segunda temporada para ela. Vítima de transtorno bipolar, ela consegue esconder da agência sua condição por um bom tempo, até que uma operação vai mal e ela quase é explodida pelos ares. A partir daí, a carreira dela acaba, ela é internada e decide passar por um tratamento nada banal.

A demissão dela da CIA é irreversível; com o tratamento escolhido, sua memória vai para a cucuia. Enquanto isso, o sargento terrorista pavimenta sua campanha política e sua proximidade com o vice-presidente dos EUA. Por mais que a série tenha me intrigado e mexido comigo 0 gostei mesmo - acho muito difícil que a segunda temporada venha boa. Talvez seja como a já citada Prison break: uma temporada e já esgota.

A partir de outubro, quando estreia a segunda temporada no canal norteamericano Showtime, é que saberemos. Confesso que estou curioso para saber o que os roteiristas vão inventar para o destino de Carrie Mathison.