Sexta teve a segunda edição da Pulp, festa que eu e os camaradas Felipe e Leandro organizamos. Novamente, o público correspondeu, apesar das boas opções que Brasília oferecia para o público alternativo e da chuva que chegou em péssima hora. A impressão que ficamos é que o público foi um pouco menor do que na primeira, ainda não fechamos a conta com os chapas da Landscape. De qualquer maneira, eles gostaram e já querem passar a nossa festa de bimestral para mensal. Não sei se no momento temos como fazer isso, acho que não. Valeu a todo mundo que esteve lá, nos vemos na próxima! Como de hábito, aqui vai a sequência que toquei na festa, encerrando os trabalhos:
1- Vinheta - 20th century fox 2- Dick Dale - Misrilou 3- Michael Sembello - She's a maniac 4- The Trashmen - Surfin' bird 5- Teenage Funclub - Like a virgin 6- Madonna - Hung up 7- Ting Tings - Great dj 8- Katy Perry - Hot'n'cold 9- Amy Winehouse vs. The Four Tops - Rehab can't help myself [mash up] 10- MGMT - Kids 11- The Rapture - House of jeaulous lovers 12- Hot Chip - Ready to the floor 13- She Wants Revenge - Tear you apart 14- The Dandy Warhols - Bohemian like you 15- Bee Gees vs. The Police vs. Groove Armada - Roxanne should be dancing [DJ Zebra] 16- Spoon - Finer feelings 17- Depeche Mode - Enjoy the silence 18- Belle and Sebastian - Like Dylan in the movies 19- The Bird and the Bee - Love letter to Japan 20- Foals - Olympic airways 21- Tim Maia - Imunização racional (que beleza)
Depois que troquei de celular - peguei um smartphone quase de graça, sem ter que aumentar minha franquia nem nada -, passei a anotar todas as minhas sequências desde então. Ahn, quase todas, na verdade, pois teve a festa na Landscape que eu e Bode Velho dividimos o set de uma hora. Nem teve graça, a pista tava cheia de lugar... se passaram mais de 30 pessoas naquela noite pela Lands é muito. Enfim, a última vez que toquei foi na festa de aniversário da Rosário, amiga da embaixada da Espanha. Sem pressão de encher a pista ou preocupado com o entre e sai na casa, pude fazer algumas experiências e ainda tocar algumas coisas que sempre toco. Bode Velho classificou essa sequência de electro. Mas ele não entende nada de música (hahaha). Aí vai:
1- Black Kids - Look at me (when I rock wichoo) 2- Raveonettes - That great love sound 3- Of Montreal - For our elegant caste 4- Foals - Olympic airways 5- The Dandy Wahrols - Bohemien like you 6- The Pipettes - Full shapes 7- Los Pirata - Lospi gospel 8- Mika - Grace Kelly 9- Cardigans - Carnival 10- Bee Gees vs. The Police vs. Groove Armada - Roxanne should be dancing [DJ Zebra] 11- Hot Chip - Ready to the floor 12- Ting Tings - Great dj 13- Datarock - Fa fa fa 14- Rapture - House of jeaulous lovers 15- Franz Ferdinand - Ulysses 16- Spoon - Finer feelings
O resultado da festa foi muito mais do que poderíamos esperar. Deu tudo certo - tirando uns probleminhas no som e no telão -, apareceu muita gente, música boa até 5h30... Enfim, realmente superou todas as expectativas. A partir de, sei lá 2h, um grupinho se instalou no palco e só saiu quando a festa terminou. Ao mesmo tempo que garantiram um showzinho particular, um tanto libidinoso, aquele esfrega e rebola salutar, ficavam tropeçando nos fios e desligando toda a aparelhagem. E isso irritou um pouco. Mas isso não prejudicou o resultado. Os donos da casa gostaram e já querem marcar novas datas. Como de praxe, aqui vai minha sequência. Revelo que comecei errado. Ia tocar primeiro Misrilou, do Dick Dale - a festa era recheada com especiais de trilhas sonoras de cinema -, mas selecionei errado e entrei com Boys don't cry, do The Cure. Aí foi uma brincadeira do início ao fim, uma verdadeira folia.
1- The Cure - Boys don' cry 2- ABBA - Dancing queen 3- MGMT - Kids 4- Ting Tings - Great dj 5- Michael Jackson - Beat it 6- Britney Spears - Toxic 7- A-ha - Take on me 8- Madonna - Give it 2 me 9- Michael Sembello - She's a maniac 10- Amy Winehouse - Rehab 11- Katy Perry - Hot'n'cold 12- Dick Dale - Misrilou 13- Backbeat Band - Mr. Postman 14- James Brown x Prince - Sex kiss machine 15- Los Hermanos - Quem sabe 16- Trashmen - Surfin' bird 17- Violent Femmes - Blisters in the sun 18- She Wants Revenge - Tear you apart 19- Depeche Mode - Enjoy the silence 20- The Smiths - The boy with the thorn in his side 21- George Michael - Freedom 22- House of Pain - Jump around 23- Hot Chip - Ready to the floor 24- Urge Overkill - Girl, you'll be a woman soon 25- Tim Maia - Imunização racional (que beleza)
PS.: Atualização de quarta-feira, 3h:
O público final ficou em 206 pessoas. Totalmente excelente para uma sexta-feira concorrendo com a Play. E já temos nova data para a Pulp Volume 2. Marquem em suas agendas, será em 9 de outubro!
Mais uma sequência tocada nas festinhas de Brasília. Desta vez, eu e Bode Velho dividimos uma hora na Play, um dos programas mais bacaninhas daqui. Ao invés de dividir o tempo ao meio, fizemos o seguinte esquema: cada um toca uma. Assim, ficava o desafio para o próximo manter o ritmo e a pista. Deu certo. Os organizadores da festa gostaram bastante. O público parece que também, muita gente dançando o tempo inteiro. Espero que venham mais participações na Play daqui para frente! Aqui vão as 15 músicas que tocamos (as em negrito são as minhas):
1- Beastie Boys - Sabotage 2- George Backer Selection - Little green bag 3- Offspring - Pretty fly (for a white guy) 4- Violent Femmes - Blister in the sun 5- REM - It's the end of the world as we know it (and I feel fine) 6- Artic Monkeys - Teddy Picker 7- Strokes - Reptilia 8- Franz Ferdinand - Ulysses 9- Bloc Party - Banquet 10- Killers - Mr. Brightside 11- Ting Tings - Great dj 12- MGMT - Kids 13- Hot Chip - Ready to the floor 14- Justin Timberlake - Sexyback 15- Los Hermanos - Quem sabe
Num piscar de olhos - para já começar bem com um chavão -, a vidinha dele mudou completamente. Nada mais de domingos solitários comendo China in Box às quatro da tarde. Nada mais de virar a madrugada assistindo a última caixa de um seriado qualquer que acabou de ser comprado. Nada mais de ficar enrolando no trabalho para não chegar no apartamento frio e vazio. Agora, ele prefere ver, do estacionamento, a janela entreaberta e a sala iluminada.
O espaço da cama diminuiu, o edredon às vezes escapa e não serve mais para duas pessoas. Mas não se importa com isso. O outro lado aquece quando o pé esfria. Ao acordar, vê que as manhãs de mau humor não são mais aquelas que costumavam ser. Ainda tem um pouco, afinal é turrão e um pouco antisocial. Faz parte do personagem que montou quando era um adolescente que precisava acordar cedo todo dia para ir ao colégio todos os dias.
Não se engane. Ele está feliz. Feliz como nunca esteve. E o quanto pode estar. Ele é uma alma velha e solitária. Mas, nesse momento, nada melhor do que receber os abraços e fingir que não gosta do que está acontecendo. Reclama sim, chama de Felícia, e segura a cara blasé. No fundo, porém, está sorrindo. E aposta que vai sorrir até todos os cabelos ficarem brancos.
Tudo fechado e quase tudo desligado, só a luz da tela do lap top ilumina o quarto e faz sombra na parede. Já passou e muito da hora de ir dormir. Saco, mais um dia de insônia, mais um dia se arrastando no trabalho. Não sei mais o que ver/ler/ouvir. Digito meu nome no Google. Me surpreendo com a quantidade de páginas ctrl c ctrl v por aí. É, uma vez na internet o conteúdo se eterniza. Crio gosto pela brincadeira. Fico digitando nomes aleatórios, até que chego numa história envolvendo acordar para tomar banho, a música do gato durante o dia e a chuva pela janela do prédio. Engraçado, sounds very familiar. Não, não tem nada a ver. A não ser que eu fosse amigo do dr. Emmett Brown. Não, não é o caso. Aí eu tenho que concordar com o Cazuza: eu vejo o futuro repetir o passado. Mesmo com personagens totalmente diferentes. Ainda bem que não tinha final. Assim, posso escrever o meu mesmo, sem chuva nem gato no meio.
Mais uma listinha com as sequências que eu fiz na festinha de ontem na Landscape. A Communist party 6 superou todas as expectativas. Eu, Bode e Ronaldo achávamos que não iria dar ninguém, que seria um fracasso retumbante. Mas foi justamente o contrário. A foto que o Ronaldo tirou da pista prova isso. Como reza a tradição, aqui vão as músicas que eu toquei. Lembrando que ficou ao meu cargo o especial Strokes:
É fato que a sorte é preciso tirar pra ter. Talvez nunca tenha pensado tanto nisso quanto nos últimos tempos. A viagem corrida, as poucas horas de sono, ver o Avaí campeão, ficar dias sem voz por causa dos gritos no estádio. Nem precisa dizer que sim, eu chorei antes e depois. Mailer dizia que machões não choram. Mas quem liga para isso esses dias? Eu que não.
Já perdi as contas de quantas vezes ouvi que isso é uma obsessão, que eu estava "tirando onda" ou que eu sou o único fora da ilha de Santa Catarina a ter essa paixão. Não estou sozinho, agora eu sei! Ver o dia amanhecer azul nas ruas e no céu foi uma sensação que eu já tinha esquecido como era. So lovely, it feels so right.
Só que chegou a segunda-feira. O sol ainda nem aparecia atrás do Cambirela e eu já estava na estrada. Na estrada para o aeroporto. Como um Harvey Dent atormentado, deu vontade de jogar a moeda para cima e esperar pela decisão dela. Mas aí, dias depois, chega o Mick e começa a cantar no meu ouvido:
"So if you're down on your luck, I know you all sympathize. Find a girl with far away eyes"
Voltamos à sorte. Diz Amarante, faz Dent, canta Mick. E eu continuo me perguntando se 2009 continuará tão divertido como está até agora. Acho que no sábado, 18h30, terei uma ideia.
Sábado teve festinha para comemorar o aniversário de um brother e mais quatro amigos dele. Público bem diferente daquele que eu costumo tocar. Landscape é meio jogo ganho né, a gente já sabe o que dá certo e o que dá errado na maioria das vezes. Nesse convescote, Bode Velho e Leandro Galvão me antecederam nas pick-ups. Cada um no seu metier, acabou comigo a missão de agradar o público feminino presente à festa. Como se isso fosse um grande sacrifício... Deixei claro que não tocaria funk nem axé, mas que rolariam algumas baixarias. Olhando os dois sets, de 45 minutos cada, acho que dava até para rolar uma Landscape. A primeira ficou bem mais pop, rolou até Britney e Justin Timberlake. A segunda, já no fim da festa, foi bem rock clássico, com três exceções no meio.
1ª sequência: Katy Perry - Hot 'n cold Elvis x JXL - A little less conversation James Brown x Prince - Sex kiss machine Madonna - Hung up Michael Jackson - Thriller Amy Winehouse - Rehab Britney Spears - Toxic Justin Timberlake - Sexyback Cake - I will survive Killers - Mr. Brightside MGMT - Kids The Ting Tings - Great dj
2ª sequência Johnny Cash - Folsom prison blues (live) Beach Boys - Wouldn't it be nice Beatles - Yellow submarine Rolling Stones - Satisfaction Jackson 5 - I want you back Teenage Fanclub - Like a virgin Michael Jackson - Billie Jean The Wonders - That thing you do Kiss - Rock'n roll all nite AC/DC - Jailbreak Creedance Clearwater Revival - Fortunate son Bill Medley - (I've had) The time of my life
Depois de um bom tempo, voltei a ter ideias para atualizar o blog. É engraçado, mas parece que a gente é movido por razões obscuras. Desta vez, um fim de semana ilhado em casa, sem poder sair por conta de uma gripe que seria pior caso não ficasse de quarentena. Aí, na madruagada de domingo, enquanto tomava banho, comecei a matutar sobre um novo top 5, um que serviria para tirar as teias de aranha impregnadas por aqui e que aliasse minhas duas grandes paixões artísticas: cinema e música. O desafio era fugir do senso comum, mas sem deixar de lado todas as coisas que eu gosto. Acabei formulando cinco melhores cenas embaladas por música. O nome é grande, eu sei. Só que é simples... são aquelas cenas que sem a música não funcionariam. Neste quesito, ninguém bate Tarantino. Como sempre, farei em ordem alfabética, pelo nome do filme.
A cena, pra mim, é a mais determinante no filme, a que faz valer o título em português. Lá está Ferris Bueller, o rapaz que inventou a maior artimanha para matar um dia de aula com a namorada e o melhor amigo, em cima de um carro alegórico na parada do German American Appreciation Day. Não dá para esquecer o pai dele dançando no escritório, a turma fazendo a coerografia de Thriller, do Michael Jackson... Enfim, a cena simboliza toda a festa daquele dia em que Ferris decidiu matar aula! Foi por causa do filme que eu comecei a gostar de Beatles, que eu fazia minha irmã ligar para a rádio Atlântida, lá em Florianópolis, pedindo que tocassem Twist and shout, música que Ferris canta em cima do carro. Apesar de ouvi-la repetidamente por anos e anos e anos, até hoje não enjoei. Já tive várias fases da banda, mas taí uma canção que eu não deixo de lado. Ah, pra mim, Curtindo a vida adoidado é um dos melhores filmes de adolescentes de todos os tempos (hum, mais uma ideia para um top 5).
2- Matrix (The Matrix, 1999) Rage Against The Machine - Wake up
Sim, eu sou fã incondicional do que o Bode Velho afirma ser o filme mais superestimado de todos os tempos. Eu gosto de todas as coisas envolvendo Matrix, da pseudo filosofia aos efeitos especiais então revolucionários (olha o bullet time aí). O casamento aqui é diferente. A música funciona como uma extensão da última cena. Lá está Neo numa ligação, dizendo que vai fazer de tudo para acabar com a Matrix. Quando ele sai da cabine telefônica, os primeiros acordes furiosos de Wake up estouram os ouvidos mais incautos. A música tem o mesmo objetivo que Neo. Quer que as pessoas acordem, que elas tenham mais consciência no dia a dia. Final perfeito para um dos melhores filmes dos anos 1990.
3- À prova de morte (Death proof, 2007) The Coasters - Down in Mexico
Nenhum cineasta contemporâneo tem a mesma capacidade que Quentin Tarantino para encontrar pérolas esquecidas da música no mundo, colocar em seus filmes e transformar as trilhas sonoras em objetos cult. Ou até mesmo reviver e colocar no mainstream gente que nunca esteve lá, como Dick Dale após Pulp fiction. Tarantino já disse que um dos seus passatempos é ficar mexendo na sua coleção de vinis, procurando canções que entrem nas suas fitas. Além de ele conseguir fazer essas descobertas, ainda tem o grande mérito de trabalha-las como parte fundamental no roteiro. É aqui que se encaixa a música do The Coasters. Sinceramente, nunca tinha ouvido falar deles até assistir a magnífica cena da lap dance de Vanessa Ferlito. Tudo se encaixa muito bem. A dança, as reações de Kurt Russell, os olhares dos espectadores no bar, a ideia que isso só poderia acontecer em um filme B... Só Tarantino poderia inventar uma cena desse tipo, sensual e engraçada ao mesmo tempo.
Taí a cena que entrou para o imaginário pop nos anos 1990. A coreografia que até hoje as pessoas repetem quando ouvem Misrilou, do Dick Dale, nas festinhas rock'n roll espalhadas pelo país. A direção que fez John Travolta dançar novamente após quase 15 anos - algo que não era a disco music dos anos 1970, por sinal. Segundo filme diriido por Tarantino, ele colocou a barra lá em cima, fazendo os fãs esperarem que em todos os filmes dele existam cenas que a música seja essencial. Sem Mia Wallace e Vincent Vega participando do concurso do Jack Rabbitt, não existiria a lap dance de À prova de morte. Além disso, muito gente por essas bandas não conheceria gente como Dick Dale, Dusty Springfield e outras pérolas presentes na trilha de Pulp fiction.
5- Watchmen(Watchmen, 2009) Bob Dylan - The times they are a-changing
Eu poderia abrir uma exceção e colocar a sequencia inicial de créditos de Watchmen em primeiro lugar, largar um pouco a ordem alfabética... Afinal de contas, Zack Snyder ampliou o que já tinha feito em Madrugada dos mortos e chegou a cinco minutos de pura perfeição. Tudo se encaixa. Nesse pequeno tempo, ele consegue contar a história dos primeiros Minutemen, dizer como eles acabaram, fazer ligações para o futuro e contar trechos da biografia de um dos herois nesse curto espaço de tempo. Sem esquecer na música de fundo, que, além de casar perfeitamente com o que filme quer dizer, está lá nas páginas do quadrinho. The times they are a-changing é uma das minhas músicas prediletas de Bob Dylan. Ao ver a cena, fiquei arrepiado. Por mais que Watchmen seja elogiado - pra mim é um filme nota 8 -, repleto de cenas interessantes e muito bem feitas, aponto a sequencia inicial de créditos como a melhor de todas. De novo, tudo se encaixa.